Plano de Paz Internacional

Com a ajuda de Deus Todo-poderoso, Besmelahor Rahman Er Rahim, do Santo Profeta Mohammad Salla-Ilahu Alehye Wa-alehi wa Sallam! Com muito respeito pela República Islâmica do Irã e em alta consideração pelo seu supremo dirigente religioso, Aiatolah Chamenei, pelo Presidente da República Islâmica do Irã, Mahmud Ahmadinejad e o povo do Irã, quero agradecer, na minha qualidade de verdadeiro amigo de longa data da República Islâmica do Irã e como rabino geral da comunidade judaica ortodoxa de Viena de Áustria, o amável convite que me fizeram. A singular honra deste convite tocou-me muito.

Nos últimos sessenta anos, a Humanidade, independentemente de religião, raça ou nacionalidade, foi confrontada com um “conceito de Holocausto”, que serviu de motivo para muitas guerras, mas também para a chantagem econômica. Desde aí, especialmente os palestinos e o Mundo Islâmico têm sido sujeitos a inúmeras atrocidades. Tudo isto é justificado pela argumentação de que milhões de judeus foram mortos num tal Holocausto. Contudo, até hoje, não existe a possibilidade de se fazer uma pesquisa livre sobre os fatos históricos, nem sobre os verdadeiros responsáveis, nem falar abertamente sobre o assunto, apesar de terem surgido grandes dúvidas sobe as conexões e os acontecimentos históricos. Os principais responsáveis pela perseguição dos judeus criaram uma religião do Holocausto, juntamente com os sionistas, que não acreditam minimamente em Deus, e cujo objetivo é exterminar a fé em Deus no mundo. Esta religião do holocausto exige aprovação mundial e considera-se acima de todos os acordos internacionais, da Constituição dos vários Estados e das próprias religiões.

O Rabino e o Presidente do Irã

O Rabino e o Presidente do Irã

Cientistas e autores independentes, que exigem uma investigação objetiva e um debate sobre o Holocausto e a sua exploração política através do sionismo, são eliminados ou, no mínimo, declarados criminosos e condenados a longas penas de prisão.

Neste sentido, temos de chamar a atenção para o fato de que os verdadeiros culpados pelas atrocidades cometidas na 2ª Guerra Mundial foram grupos financeiros e os sionistas.

Como descendente de uma ilustre família de rabinos europeus, e como Rabino Geral da comunidade anti-sionista ortodoxa da Áustria, debrucei-me toda a vida sobre o sionismo, sobre o Holocausto e as suas conseqüências, do ponto de vista histórico, político e religioso. Assim, as conseqüências do uso estratégico destes acontecimentos históricos são do meu conhecimento. Assisti horrorizado como a nossa religião e identidade judaica e o nome dos meus antepassados foram abusados através da falsificação de acontecimentos históricos e da exploração política. Através da simples menção do chamado “Holocausto” é perpetrado um novo holocausto sobre os palestinos e o mundo árabe-islâmico, com atrocidades sem exemplo na História da Humanidade. Estas acontecem, ainda por cima e ao contrário do Holocausto histórico, à vista de todo o mundo, sem que os palestinos tenham a mínima esperança e possibilidade de se protegerem.

Está cada vez mais claro que esta exploração do Holocausto conseguiu transformar o direito internacional numa via de sentido único e a coberto do mesmo causar sofrimento às pessoas.

A conferência de hoje vai tratar das seguintes questões:

1. O sionismo e o seu papel no mundo de hoje;

2. A Europa cristã e a perseguição histórica dos judeus;

3. Examinar os documentos históricos do Holocausto;

4. Examinar as possibilidades técnicas e físicas do massacre dos judeus;

5. As ligações entre o sionismo e o nazismo, a política comum e os valores culturais;

6. O papel do Holocausto na fundação e estabelecimento do regime sionista e a sua manutenção;

7. Examinar os objetivos do sionismo internacional na propagação do Holocausto;

8. Resultados e conseqüências do Holocausto para o Mundo Islâmico e o povo palestino;

9. O significado da palavra “Holocausto”;

10. O papel da mídia, da literatura e do cinema na propaganda do Holocausto;

11. As invenções quanto à incineração de judeus e a necessidade de criar uma comissão de fiscalização.

Para começar, um breve resumo da autêntica identidade judaica

A nossa verdadeira identidade sempre foi e continua a ser a religião judaica, a prática da nossa fé. Os judeus ortodoxos aceitam a diáspora que nos foi imposta por Deus. O exercício do poder, indiferentemente de que tipo, seja pelas armas, seja de natureza econômica ou midiática, é-nos interdito. O nosso caminho apenas pode ser o espiritual. Por isso, rejeitamos totalmente o Estado de Israel e o movimento político dos sionistas, sob todos os seus disfarces. Principalmente, jamais poderemos aceitar a presença sionista em Israel, visto que Deus nos proibiu voltar à Palestina como povo, ou como potência política. Essa terra não pertence aos judeus, nem bíblica, nem historicamente. Esperamos e rezamos, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para alcançar uma Jerusalém liberta do sionismo e o regresso dos seis milhões de refugiados palestinos à sua pátria. É por isso que apoiamos a luta da República Islâmica do Irã contra o sionismo e a favor, não apenas do povo islâmico do Oriente Médio, mas de toda a Humanidade. O nosso caminho é o da fé, daí que só vemos a salvação no regresso às raízes da fé em Deus, indiferentemente que se trate de muçulmanos, judeus ou cristãos.

Por a admirável conferência de hoje só ser um início e muito resta ainda por fazer, esforçar-me-ei por dar uma pequena contribuição ao ler uma parte dos acontecimentos históricos para podermos tirar as conclusões corretas, isto é, chegar a propostas de solução concretas. Mas vamos primeiro aos fatos:

1. Theodor Herzl, o fundador do sionismo, falou, curiosamente, num dos seus primeiros diários, de seis milhões de judeus que, supostamente, corriam perigo, na Europa. E disse também que só seria dado a oportunidade para a existência de um Estado judaico se acontecesse uma catástrofe a esses seis milhões de judeus europeus.

2. Como uma das suas primeiras ações, os fundadores do sionismo, que são realmente uma seita criminosa, foram até à Alemanha instigar a animosidade contra os judeus.

3. Ao mesmo tempo, os sionistas tomaram todos os tipos de medidas internacionais para provocar, humilhar e boicotar o povo alemão, tendo feito lobby, com sucesso, contra a Alemanha, junto de todos os governos do mundo, principalmente a Rússia, a Inglaterra e Estados Unidos, entre outros.

4. Foram os rabinos ortodoxos anti-sionistas e a Igreja Católica que mais se opuseram aos sionistas.

5. Tanto antes, como durante a 1ª Guerra Mundial, os bolchevistas e os ingleses mencionaram os tais seis milhões de judeus que, supostamente, corriam perigo de extermínio, por parte dos alemães, para justificar essa guerra e apresentar o povo alemão com um inimigo perverso.

6. Após a tomada do poder dos nacional-socialistas, em 1933, organizações sionistas, na Palestina, deram os parabéns a Hitler, por escrito, salientando o que tinham ideologicamente em comum e oferecendo a sua colaboração.

7. Pouco depois, a convite do Jewich Agency sionista, funcionários nacional-socialistas, viajaram para a Palestina onde foram recebidos com muita simpatia.

8. Em 1934, durante um encontro entre Adolf Eichmann e o futuro presidente israelita Chaim Weizmann, perante a sugestão deste último de expulsarem os judeus da Alemanha, Eichmann fez a seguinte pergunta: “Herr Weizmann, acha que podem receber tantos judeus?” E este respondeu: “Teremos muito prazer em receber aqui as forças capazes de lutar por nós na Palestina, e trataremos dos demais da maneira como se trata lixo inútil”.

9. Após a anexação da Áustria, em 1938, Hitler deu ordens para deixarem em paz a comunidade judeo-sionista, e esta colaborou extensivamente com Adolf Eichmann, aliás, mais do que se esperava dela.

10. Depois da 2ª Guerra Mundial, as comunidades sionistas prosperaram muito em todo o mundo – revigoradas pelo pretenso assassínio dos seis milhões de judeus – e com esta justificativa, chantagearam não apenas a Alemanha, mas toda a comunidade internacional, incluindo a Igreja Católica, a ter uma atitude política benevolente e a disponibilizar enormes meios financeiros para a criação e estabilização do Estado terrorista de Israel.

11. É certo que ainda não se conhece o número exato das vítimas da perseguição nacional-socialista aos judeus. Em 1990, o número original de quatro milhões de vítimas, em Auschwitz, foi reduzido para cerca de novecentos mil a um milhão e cem mil.

Conclusões

1. O povo alemão jamais seguiu uma estratégia para o extermínio do povo judaico. No início, os nacional-socialistas pretendiam expulsar os judeus da Alemanha. Quem realmente tinha interesse no genocídio dos judeus eram os sionistas, para conseguirem o apoio (de natureza política e financeira) necessário para estabelecerem um Estado judaico na Palestina.

2. O número de seis milhões de vítimas foi e é uma invenção sionista.

3. Se falamos de um “eixo do mal”, só pode ser em relação aos negócios do Holocausto e o apoio prestado aos objetivos criminosos dos sionistas.

4. Através do negócio do Holocausto, a própria Igreja Católica foi chantageada e afastada das suas raízes religiosas, através do Concílio Vaticano II.

5. Só em virtude da exploração do Holocausto para objetivos políticos, para a chantagem política, é que os ingleses permitiram e possibilitaram a imigração (ilegal) de um grande número de judeus europeus para a Palestina, com a finalidade de expulsar os palestinos que lá viviam.

6. Daí resulta que o terrível sofrimento do povo palestino, e as catástrofes para o mundo árabe-islâmico, a ele ligados, tenha unicamente sido possível, e continua a sê-lo, através desta exploração estratégica do Holocausto.

7. Abalados na sua fé, os judeus anti-sionistas e muitas Igrejas cristãs, através da exploração do Holocausto – que podemos definir como uma “religião política” – podiam ser levados parcialmente a apoiar esta religião do Holocausto.

8. Numa situação destas, os Direitos Humanos e a democracia só são vias de sentido único, sentido esse definido pela religião do Holocausto. Por isso a maneira escandalosa como o Governo do Hamas, democraticamente legitimado, é tratado pela maioria dos países do mundo, aponta para este duplo padrão de Direitos Humanos e de autonomia concedida aos diferentes povos. Uma situação que brada aos céus!

9. Foi o mundo islâmico quem menos cedeu perante a religião e ao negócio do Holocausto, dado a República Islâmica do Irã, e os países a ele ligados, se apoiarem em sua fé profunda em Deus e nas suas raízes islâmicas, repudiando o sionismo e a religião do Holocausto, considerando-os os seus maiores inimigos.

10. A religião do Holocausto e a exploração do “Holocausto”, tal como acontece hoje, é manifestamente um mito e assenta em fatos históricos.

11. O mundo árabe e islâmico nada teve a ver com a perseguição aos judeus pelos nacional-socialistas, na Europa, portanto não pode ser responsabilizado por isso. Antes pelo contrário, o mundo islâmico do Oriente Médio passou a ser, nos últimos anos, vítima de um verdadeiro Holocausto, que está sendo executado perante os olhos do Mundo. Para os judeus que se mantêm fiéis à fé é uma vergonha enorme que tudo isso aconteça precisamente pelo mau uso do nosso nome e da nossa religião.

12. Uma paz verdadeira só é possível entre povos e comunidades religiosas que se mantenham fiéis à sua religião. O maior perigo para essa fé em Deus, e daí para a paz mundial, é, sem dúvida, a religião do Holocausto, a exploração política do Holocausto, que também é utilizada agora para atacar os interesses legítimos da República Islâmica do Irã e do seu povo. Em realidade já está planejada a destruição dos alicerces existenciais do Irã, com o argumento de que é preciso evitar um novo Holocausto iminente.

Sugestões de solução: Plano de paz internacional da comunidade judaica ortodoxa de Viena.

Fundamentos históricos e espirituais:

Como comunidade judaica ortodoxa entendemo-nos como anti-sionistas. Não levando em consideração o fato de os sionistas terem provocado deliberadamente a catástrofe dos judeus no pretenso Holocausto para assim alcançarem o seu objetivo, ou seja, o estabelecimento do Estado de Israel. O seu desejo principal sempre foi dominar a economia mundial. Para nós judeus ortodoxos, qualquer forma de exercício do poder, tanto de natureza militar como de natureza econômica, é uma revolta contra a vontade de Deus. Aceitamos a diáspora como o destino que Deus nos impôs, até à vinda do Messias, considerando, deste modo, qualquer tipo de política do poder interdita aos judeus. O nosso caminho só pode ser espiritual. Para o judaísmo anti-sionista ortodoxo a religião é, e sempre será, a única fonte verdadeira da identidade judaica. Consequentemente, não existe qualquer tipo de ponto comum entre nós e as seitas sionistas, extremistas, disfarçadas de ortodoxas, como o movimento Kach-Kahane-Chabad-Lubawitch, entre outros, que são freqüentemente apresentadas como representantes do judaísmo ortodoxo pela mídia. Ao contrário destes movimentos, nós reconhecemos que, tanto bíblica como historicamente, a Palestina não pertence aos judeus. É por isso que centenas de milhares de judeus ortodoxos rezam pela dissolução do Estado de Israel e a devolução dessa terra ao povo palestino.

Há que salientar, como ponto de partida histórico, que já na 1ª Guerra Mundial, a Inglaterra, para conseguir o apoio do lobby sionista americano, para os Estados Unidos entrarem na guerra, assinalou – contra todas as promessas feitas aos árabes – que toleraria em silêncio uma imigração judaica na Palestina. Algo que resultou na catástrofe que, até hoje, fez cerca de 6 milhões de refugiados palestinos. Há que salientar que não pode ter sido medo do futuro que levou a maioria dos emigrantes para a Palestina, depois de 1945, já que na altura não existia qualquer tipo de perigo para os judeus na Europa. E foi sempre muito claro que uma imigração judaica maciça para a Palestina seria numa catástrofe para a população árabe.

Condições fundamentais do nosso plano de paz

As condições fundamentais para uma paz mundial justa são, sem dúvida, a suspensão das terríveis e intermináveis perseguições à República Islâmica do Irã, ao Mundo Islâmico e ao povo palestino. Isto está intimamente ligado aos ensinamentos e às conseqüências do passado da Alemanha e do Vaticano, ou seja, com o fato incontestável que a Alemanha e o Vaticano desde o início eram, e ainda são, os maiores e mais maciços ajudantes do regime criminoso sionista. Se a Alemanha e o Vaticano estiverem dispostos a tirar as ilações e conclusões certas do seu passado, deviam garantir que pessoas inocentes jamais passassem por sofrimento igual ou pior. Deviam pôr-se ao lado dos mais oprimidos, isto é, dos palestinos e do mundo islâmico que, até à data, têm de pagar um preço colossal pelo crime de outros (com o qual o Irã nada tem a ver). Ou seja, deviam apoiá-los realmente, em vez de, através do apoio dado aos opressores, prosseguirem com um Holocausto muitíssimo pior.

Acresce que é a Alemanha que fornece o armamento mais perigoso para o regime sionista, por exemplo, os famosos submarinos atômicos que também representam uma ameaça para o Irã.

Tanto a Alemanha como o Vaticano falsificaram, de propósito, fatos históricos. Até se fizeram passar pelos salvadores do verdadeiro judaísmo, alegando que tinham atuado no seu interesse.

Uma possível solução do problema da Palestina está estreitamente ligada ao segundo alargamento da Europa, onde as conseqüências catastróficas da 1ª e 2ª Guerra Mundial ainda se fazem muito sentir. Aqui a luta dos países europeus é de proteger a sua identidade que, devido à elevada taxa de imigração, sobretudo na Alemanha e na Áustria, se transformou num problema existencial. No caso da Alemanha, acresce o fato que, após a expulsão de cerca de quinze milhões de alemães, a Polônia e a República Tcheca têm enormes territórios que são incontestavelmente alemães, mas que hoje estão abandonados e, em parte, devastados. Contra todos os princípios da União Européia, a expulsão e a expropriação de milhões de alemães, mediante o total desprezo pelos Direitos Humanos, continua ainda hoje.

Onde poderão estar as soluções concretas?

1. Uma condição seria o regresso dos povos europeus a um legítimo orgulho nacional e às suas raízes culturais, ao qual pertence, evidentemente, uma fé profunda. Só depois é que se poderá restabelecer a desenraizada cultura européia e recultivar a nível político.

2. Seria possível o regresso à sua pátria original de uma parte significativa de judeus, oriundos da Polônia (Galiza) e dos territórios do Leste da Alemanha, que imigraram para a Palestina, algo que só poderia ser útil para a reconstrução desses países. Ao mesmo tempo, também devia ser legitimado o direito a uma pátria para os alemães desalojados.

3. A concretização do princípio de igualdade para todos os desalojados a nível internacional, ou seja, para todos os árabes, alemães, judeus, etc. é a base para uma paz durável.

4. Em Antuérpia, há centenas de judeus de língua polonesa desempregados. Também estes podiam contribuir muito para o desenvolvimento econômico da Polônia, na medida em que se instalasse, nos territórios do leste alemão, uma Bolsa de Diamantes e se transferisse para lá os judeus acima mencionados, para iniciar uma grande obra de construção.

5. Também se devia pensar no regresso dos judeus turcos para a sua pátria de origem, levando em consideração os Direitos Humanos que agora estão em vigor por lá.

6. Finalmente, o regresso de todos os refugiados palestinos à sua pátria é condição fundamental para qualquer paz verdadeira.

Para terminar, quero dar os meus sinceros parabéns à República Islâmica do Irã, aos seus dirigentes, a Sua Excelência, o Presidente Mahmud Ahmadinejad, pelos magníficos resultados obtidos em tão pouco tempo, ao povo do Irã, aos jovens a quem o regime sionista em todo o mundo quer roubar o futuro. Desejo a todos muita sorte, em todos os sentidos, na construção de um novo futuro. Como amigo de longa data do vosso país posso garantir-lhes que muito se podem orgulhar dos vossos dirigentes e afirmar que se encontram em boas mãos. Pela nossa parte, vamos ativar todos os meios em nosso poder para atingir os acima mencionados objetivos.

Que Deus os proteja do regime sionista e guarde o vosso povo maravilhoso!

Moishe Arye Friedman, rabino que proferiu seu discurso na Conferência de Teerã, a 11 e 12 de dezembro de 2006.

Fonte: Alfredo Braga