Otto Uthgenannt admite: os relatos de sua vivência em Buchenwald não são “tão acurados”. O idoso de 77 anos, natural de Wittmund, salienta sua “boa fantasia” após matéria em jornal. A comunidade judaica de Oldenburg está “profundamente chocada”.

Wittmund – O suposto prisioneiro de Campo de Concentração, Otto Uthgenannt, se pronunciou pela primeira vez sobre os relatos que comprovam a fantasia em torno de sua triste estória. Diante do jornal “Anzeiger für Harlingerland” de sua cidade natal Wittmund, ele declarou: “Então me desculpe. Eu tenho 77 anos, eu tive apenas uma boa intenção”.

Perguntado sobre sua experiência no campo de concentração de Buchenwald, ele esclarece: “Ela não aconteceu exatamente assim”. Ele teve uma “boa fantasia”, é um “bom malandro”, disse ele segundo o jornal. Sobre as concretas acusações, ele não quis comentar: “Eu já estou muito velho para isso, custa muita energia”.

Pesquisas revelaram que a família era evangélica e nunca foi deportada para um Campo de Concentração.

Uthgenannt proferiu palestras durante anos em escolas e cerimônias sobre o período no qual, como uma criança judia, teria estado preso no campo de concentração de Buchenwald. Ele alegava que, em função do “Holocausto”, perdeu 72 parentes, entre eles pai, mãe e irmã. Pesquisas mostraram, entretanto, que a família Uthgenannnt não é judia, mas sim evangélica e nunca foi deportada para um campo de concentração. Pai, mãe, irmã e filho sobreviveram à guerra em Göttingen.

Uthgenannt salienta que nunca pediu para realizar as palestras nas escolas: “Eles sempre me requisitaram”. Ele compareceu também em Jade e Wildeshausen e, com seus relatos, comoveu nestes locais alunos e professores. Ele não recebeu dinheiro por suas visitas às escolas, assim declarou, quando confrontado com os resultados das pesquisas.

“Profundamente chocado” sobre as revelações se mostrou Jehuda Wältermann, da comunidade judaica de Oldenburg. Uthgenannt é membro da comunidade desde 2002. “Na época não havia razão para nós duvidarmos dos documentos apresentados”, declarou Wältermann. Ele solicitou agora uma verificação minuciosa.

Oz-online.de, 13/12/2012.

Pobre sociedade alemã, por quantas décadas ela ainda será exposta a essas invencionices oriundas da propaganda de guerra aliada? Paul Rassinier, comunista francês, ele próprio prisioneiro em campos de concentração alemães durante a guerra, já escrevera em 1964:

“Toda vez, quando nos últimos 15 anos me foi informado que havia uma testemunha nos territórios não ocupados pelos soviéticos, a qual teria presenciado ela própria a algum gaseamento, eu me dirigi imediatamente até lá para ouvir seu relato. Porém, toda vez a coisa terminava da mesma forma. Com um dossiê nas mãos, eu fazia uma série de perguntas específicas, que somente poderiam ser respondidas com mentiras notórias, até que finalmente, elas tiveram que admitir que nunca haviam presenciado o alegado fato, mas apenas repetiram os relatos de um bom amigo que morreu durante o cárcere e cuja honestidade ela não podia duvidar. Foi assim que percorri milhares e milhares de quilômetros por toda Europa.”

Fonte: Inacreditavel.com.br